AMD FSR 4 chega a handhelds PC em 2026, mas Steam Deck pode esperar até 2027
AMD indica FSR 4 para APUs Radeon de portáteis até o fim de 2026, com chips novos e versão leve para hardware antigo. O Steam Deck, em RDNA 2, segue sem prazo claro.

A AMD confirmou que pretende levar o FSR 4, sua tecnologia de upscaling mais recente, a handhelds PC com APUs Radeon até o fim de 2026. Segundo o relato de Jack Huynh, executivo de Computing & Graphics da empresa, feito a veículos coreanos como o The Elec, o plano tem duas frentes: novos APUs com suporte nativo ao FSR 4 e uma versão otimizada do recurso para gráficos integrados mais antigos. O Steam Deck, porém, não tem garantia de entrar nesse prazo.
As duas estratégias da AMD para portáteis
A primeira frente é de hardware: novos APUs Radeon já nascerão com suporte nativo ao FSR 4. A segunda é de software: uma versão mais leve do upscaler, pensada para rodar em chips integrados já existentes. É essa segunda via que interessa a quem já tem um portátil recente, como o Asus ROG Xbox Ally X ou o Lenovo Legion Go 2, que devem receber a versão otimizada antes do Steam Deck.
O relato original se baseia em tradução automática de material em coreano, então detalhes de termos e prazos merecem cautela. Ainda não há lista dos novos APUs que virão com FSR 4 nativo.
O que o FSR 4 muda na prática
Nos desktops, o FSR 4 entrega imagem visivelmente mais nítida e limpa que o FSR 3.1 e as versões anteriores. O custo é um ganho de desempenho menor: no modo Quality, o FSR 4 tende a rodar um pouco mais devagar que o FSR 3.1 no mesmo modo. Ainda assim, continua bem mais rápido do que rodar em resolução nativa, sem upscaling.
Para portáteis, a questão é se a qualidade melhor torna modos mais agressivos, como Performance e Ultra Performance, mais utilizáveis em telas pequenas. Nas versões antigas, esses modos às vezes funcionam em certos jogos. Se o FSR 4 evitar que a imagem vire uma massa ilegível de pixels, pode compensar usar Performance no lugar de Balanced ou Quality, o que acabaria devolvendo desempenho. Isso é uma hipótese a testar, não um resultado medido, e a versão leve para handhelds ainda não tem números divulgados.

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Por que o Steam Deck fica para trás
O Steam Deck e o Steam Deck OLED usam APUs baseados na arquitetura RDNA 2. A AMD já havia dito que levar o FSR 4 a essa arquitetura levaria até 2027. Já a RDNA 3, base da maioria dos outros chips de handhelds atuais, sempre teve previsão de receber o FSR 4 neste ano, ainda que com foco maior em placas de vídeo desktop.
A justificativa da AMD é que o FSR 4 exige mais do hardware, o que dificulta sua adoção em arquiteturas mais antigas. No lançamento em desktop, ele foi exclusivo das placas RDNA 4. O relato não indica que a versão otimizada já funcione em RDNA 2, e supor isso seria precipitado. Isso não significa que o Steam Deck ficará sem o recurso para sempre, apenas que a espera pode ser maior.
Uma exceção curiosa à falta atual de suporte em APUs é o Steam Machine, que recebeu FSR 4 por atualização de firmware poucos dias após o lançamento. Seu processador, porém, é semicustomizado e foi desenvolvido pela Valve quando o FSR 4 já existia.
O que ainda não está confirmado
- Se a versão otimizada suportará RDNA 2 antes de 2027.
- O desempenho dessa versão em jogos populares de handheld.
- Quais novos APUs Radeon virão com FSR 4 nativo.
- Como ficam bateria e tempos de carregamento em comparação com o FSR 3.1.
Para quem joga em portáteis, a recomendação é acompanhar os anúncios da AMD e os testes independentes antes de esperar ganhos específicos. Enquanto isso, vale explorar os jogos e conteúdos de tecnologia da Rplay Games para acompanhar as novidades do setor.