Bloober Team põe ex-Dying Light à frente da Broken Mirror Games
Tymon Smektala, após 13 anos na Techland, assume a direção executiva do selo de publicação de horror do Bloober Team. Critérios de seleção, prazos e escopo geográfico das buscas não foram detalhados.

O Bloober Team colocou Tymon Smektala, que passou 13 anos trabalhando em Dying Light na Techland, como diretor executivo da Broken Mirror Games, seu selo de publicação de horror. Segundo entrevista dada por ele e pelo CEO Piotr Babieno ao GamesRadar+, a missão é encontrar novos talentos no gênero, incluindo, nas palavras de Smektala, alguém que possa se tornar "o próximo Kojima".
O que muda na prática
A mudança é principalmente de posicionamento: a Broken Mirror Games passa a ter no comando um profissional com longa experiência em uma franquia de grande porte e que, segundo a fonte, atuou como diretor da franquia Dying Light durante três desses 13 anos. O foco declarado é a descoberta de criadores, e não apenas o desenvolvimento interno.
O selo, de acordo com a matéria, já trabalha em vários jogos de horror. Um deles é Onyx: The Dark Grip, projeto para Switch 2 pensado para o formato portátil e que, segundo o relato, busca devolver o medo "às mãos" do jogador em sentido literal, por meio de interação tátil.
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Como o apoio a estúdios menores é descrito
Smektala afirma que a empresa pode encontrar um criador trabalhando em um projeto pequeno, mas com visão forte. Com a ajuda da Broken Mirror Games, esse desenvolvedor poderia crescer, melhorar e ter acesso ao que ele chama de DNA do Bloober Team, apoiado na experiência da empresa em produzir jogos de horror.
Para desenvolvedores independentes, o ponto relevante é que o discurso aponta para curadoria baseada na força da visão criativa e para suporte de produção especializada em horror. A fonte, porém, não detalha formato de contrato, financiamento ou etapas de avaliação.
O critério editorial segundo o CEO
Babieno diz que o objetivo é encontrar criadores que complementem o que a Broken Mirror já oferece. Em seu relato, não basta ser puro entretenimento ou apenas singular: o horror, para ele, deve ter algo por trás, respondendo a questões que surgem na sociedade. Ele também menciona que muitos criadores de conteúdo conseguem abordar o gênero por ângulos diferentes e que a empresa quer estar perto deles.
Smektala cita como referência de novas abordagens filmes de horror do ano, entre eles um criado por um criador de conteúdo, e diz buscar "o próximo Obsession, o próximo Backrooms, o próximo Weapons".
O que ainda não está claro
- Quais outros projetos a Broken Mirror Games tem em desenvolvimento além dos citados.
- Quais critérios formais e que tipo de apoio financeiro serão usados.
- Prazos de lançamento ou marcos de Onyx: The Dark Grip e dos demais jogos.
- Se a busca será global ou concentrada em alguma região, inclusive o Brasil.
Por ora, trata-se de uma declaração de estratégia em entrevista, e não de um programa de submissão com regras públicas. Quem desenvolve horror deve acompanhar novos comunicados oficiais para saber se haverá canais formais de contato.